
Ventos, murmúrios que a brisa
Levava e trazia
Odores, versos que
Cheiravam a maresia
Sons, gemidos que o
Velho soalho lembrava
Podia ser pouco
Mas era a sua casa
Cabelo feito de algas
Sorriso salgado
Olhos verdes
Agilidade de veado
Era a menina que lá vivia
Que nunca se via
Mas sempre sorria
Era quem lá estava
Sempre sozinha
Mas nunca a abandonava
Com os pés delicados
Nas conchas entrelaçados
Com os belos sonhos
No tempo congelados
E viva assim, num tempo paralelo
E permanecia assim, num espaço singelo
Mas mesmo assim ela amava aquele lugar
Era assim, que eu
Via a menina do mar
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