segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Casa dos murmúrios


Ventos, murmúrios que a brisa


Levava e trazia


Odores, versos que


Cheiravam a maresia


Sons, gemidos que o


Velho soalho lembrava


Podia ser pouco


Mas era a sua casa


Cabelo feito de algas


Sorriso salgado


Olhos verdes


Agilidade de veado


Era a menina que lá vivia


Que nunca se via


Mas sempre sorria


Era quem lá estava


Sempre sozinha


Mas nunca a abandonava


Com os pés delicados


Nas conchas entrelaçados


Com os belos sonhos


No tempo congelados


E viva assim, num tempo paralelo


E permanecia assim, num espaço singelo


Mas mesmo assim ela amava aquele lugar


Era assim, que eu


Via a menina do mar


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